Às margens do rio Solimões, Arena Duarte será construída em Careiro da Várzea


Um projeto utilizando pneus de carro, garrafas pets e barro dará vida à construção da Arena Duarte, um campo de futebol que está em fase de construção às margens do rio Solimões, na comunidade São Sebastião, em Careiro da Várzea, município distante da capital 20 quilômetros. 40 pessoas estão trabalhando na obra, que foi planejada para manter o esporte sendo praticado durante os 12 meses do ano. 11 mil pneus e 15 mil garrafas pets serão usados para a conclusão do trabalho.
A ideia surgiu após a necessidade de fazer um aterro que elevasse pelo menos 1 metro e 30 centímetros acima do nível do rio. No decorrer da cheia, por exemplo, que vai de abril a julho (alagado) e de julho a setembro (lamaçal), moradores das comunidades ficam sem a diversão do futebol por um período de 6 meses devido ao alagamento. O local serve de entretenimento para moradores de comunidades como Divino Espírito Santo, São Lázaro, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e as 50 famílias que residem em São Sebastião.
O atual secretário de Juventude, Esporte e Lazer do Amazonas, Manoel Almeida, aprovou a ideia dos moradores em construir o campo e foi visitar pessoalmente a localidade. “Este espaço que está sendo construído pelos próprios comunitários é uma excelente ideia, pois vai proporcionar a integração de quem mora aqui nesta comunidade e também dos arredores. A prática esportiva deve atingir a todos e, por isso, vamos apoiar da forma que podemos, para que seja concluído o quanto antes”, assegurou Almeida.
Para o autor do projeto e líder comunitário, Fábio Duarte, a ideia inicial era fazer um aterro com barro, entretanto, o custo era alto. “A partir disso, tivemos a alternativa de utilizarmos pneus e garrafas pets que estão vindo de Manaus. Logo no início, fechamos com 3 locais, mas agora são mais de cem colaboradores, entre borracharia e centros automativos”, disse.
De acordo com Raimundo Nonato, 60 anos, um dos moradores mais antigos da comunidade, é complicado ficar sem praticar esporte a metade do ano. “Na alagação, a gente fazia canteiro de madeira, mas caía e perdemos tudo. Agora estamos fazendo este campo e muita gente tá pedindo a conclusão, pois vai trazer muita coisa boa”, disse, ao ressaltar que vai tirar muitos jovens das drogas.
O campo – O nome da arena é uma homenagem a Antônio Guedes Duarte, um agricultor muito atuante na comunidade. O campo será uma espécie de complexo esportivo, contendo arquibancada, gradis, centro social ao lado para atendimento às pessoas e uma área de lazer. O projeto foi pensado para integrar as comunidades das proximidades e também fazer atividades beneficentes.


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